Um roteiro pela selva do planejamento
estratégico, na qual propõem um recorte dividindo o pensamento administrativo
contemporâneo em dez escolas. Mintzberg, Ahlstrand & Lampel (1998) fazem
pesadas críticas às técnicas do Planejamento Estratégico. Encaixando tais
técnicas no que denominam de Escola do Planejamento, os autores observam que
esses preceitos atingiram o auge de influência na década de 1970, a ponto de se
tornarem, para seus seguidores, uma virtual religião, a ser pregada com o fervor
de missionários (p. 44). No entanto, ressaltam que, prejudicada por vários
reveses como o fato de seus adeptos pouco pesquisarem para descobrir como o
planejamento funcionava, na prática.
A escola, apesar de sua importância, entrou em
acentuado declínio. Para Mintzberg et alii, a escola do planejamento aceitou a
maior parte das premissas da escola de design. (p. 49), à qual atribuem a origem
do processo SWOT. a sigla, em inglês (Strenghts, Weaknesses, Opportunities and
Threats), que popularizou o preceito de análise de pontos fortes, pontos fracos,
oportunidades e ameaças do Planejamento Estratégico.
As premissas da Escola do Planejamento,
listadas pelos autores,que teriam poucas variações em relação às da Escola
do
Design, são:
1. As estratégias devem resultar de um processo
controlado e consciente de planejamento formal, decomposto em etapas distintas,
cada uma delineada por checklists e apoiada por técnicas.
2. A responsabilidade por todo o processo está,
em princípio, com o executivo principal; na prática, a responsabilidade pela
execução está com os planejadores.
3. As estratégias surgem prontas deste
processo, devendo ser explicitadas para que possam ser implementadas através da
obtenção detalhada a objetivos, orçamentos, programas e planos operacionais de
vários tipos. (pp. 51-52).
Os autores consideram que desde seus
primórdios, em 1965, a literatura do Planejamento Estratégico cresceu de forma
acentuada em termos quantitativos, mas muito pouco em termos qualitativos.
Apesar disso, entendem ter havido .alguns progressos recentes. (pp.52-53). Um
deles, a introdução do .Planejamento de Cenários, técnica pela qual os
planejadores procuram antecipar situações futuras geralmente construindo três
panoramas: o panorama considerado o mais provável de ocorrer; o mais favorável
para a organização; e o mais desfavorável. Um avanço recente são as técnicas de.
Controle Estratégico, que buscam proporcionar algum grau de autonomia às
unidades de negócios, embora mantendo-se as decisões sempre sujeitas à aprovação
da direção central.


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