Escola do Planejamento

terça-feira, 27 de setembro de 2011


Um roteiro pela selva do planejamento estratégico, na qual propõem um recorte dividindo o pensamento administrativo contemporâneo em dez escolas. Mintzberg, Ahlstrand & Lampel (1998) fazem pesadas críticas às técnicas do Planejamento Estratégico. Encaixando tais técnicas no que denominam de Escola do Planejamento, os autores observam que esses preceitos atingiram o auge de influência na década de 1970, a ponto de se tornarem, para seus seguidores, uma virtual religião, a ser pregada com o fervor de missionários (p. 44). No entanto, ressaltam que, prejudicada por vários reveses como o fato de seus adeptos pouco pesquisarem para descobrir como o planejamento funcionava, na prática.


A escola, apesar de sua importância, entrou em acentuado declínio. Para Mintzberg et alii, a escola do planejamento aceitou a maior parte das premissas da escola de design. (p. 49), à qual atribuem a origem do processo SWOT. a sigla, em inglês (Strenghts, Weaknesses, Opportunities and Threats), que popularizou o preceito de análise de pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças do Planejamento Estratégico.

As premissas da Escola do Planejamento, listadas pelos autores,que teriam poucas variações em relação às da Escola do

Design, são:

1. As estratégias devem resultar de um processo controlado e consciente de planejamento formal, decomposto em etapas distintas, cada uma delineada por checklists e apoiada por técnicas.

2. A responsabilidade por todo o processo está, em princípio, com o executivo principal; na prática, a responsabilidade pela execução está com os planejadores.

3. As estratégias surgem prontas deste processo, devendo ser explicitadas para que possam ser implementadas através da obtenção detalhada a objetivos, orçamentos, programas e planos operacionais de vários tipos. (pp. 51-52).


Os autores consideram que desde seus primórdios, em 1965, a literatura do Planejamento Estratégico cresceu de forma acentuada em termos quantitativos, mas muito pouco em termos qualitativos. Apesar disso, entendem ter havido .alguns progressos recentes. (pp.52-53). Um deles, a introdução do .Planejamento de Cenários, técnica pela qual os planejadores procuram antecipar situações futuras geralmente construindo três panoramas: o panorama considerado o mais provável de ocorrer; o mais favorável para a organização; e o mais desfavorável. Um avanço recente são as técnicas de. Controle Estratégico, que buscam proporcionar algum grau de autonomia às unidades de negócios, embora mantendo-se as decisões sempre sujeitas à aprovação da direção central.

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